quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Escrevendo para não gritar!



Hoje, depois de 23 anos que viramos uma página triste com a saída de um presidente corrupto, porém eleito democraticamente depois do período sombrio da ditadura temos um novo pedido de impeachment no congresso nacional acolhido por um presidente da casa que representa o que de pior existe na política brasileira, um sujeito covarde, chantagista, que se elegeu se aproveitando da boa fé de seus eleitores e que há décadas vem sugando o dinheiro público na surdina e agora, prestes a sucumbir, esta querendo se vingar de quem não aceitou suas barganhas, suas chantagens para se manter no poder e com a cara de pau dos sem vergonha ainda tenta se colocar num lugar que nunca esteve nem perto, como o senhor da moral, mais um lamentável momento do nosso sofrido país...
Agora, pensando com calma e um pouco de lucidez: Sai Dilma, entra seu vice, Michel Temer, sujeito sinistro a quem devemos realmente temer e fica a pergunta: É isso mesmo que queremos?É isso mesmo que precisamos?Entregar o país totalmente para o PMDB, um partido notoriamente corrupto, envolvido em diversos escândalos que estão vindo à tona agora, um partido que sempre esteve presente em todos os governos desde os tempos da ditadura, esteve com Collor, com Itamar, com FHC, com Lula e até hoje com Dilma e nem a legitimidade do voto eles tem, mas, pensemos juntos... se vamos entregar o poder a eles,por que então eles não já solucionaram o Brasil,pois estão desde sempre no poder?
O compromisso deles é com o poder e não com o povo brasileiro!

Seus figurões e coronéis cada vez mais velhos e ricos sempre se articulando por baixo dos tapetes do planalto esperando o momento certo para o golpe e Dona Dilma, pessimamente assessorada pelos “aprendizes de malandros” do seu partido agora se encontra nesta situação e o PT que outrora já representou os trabalhadores, deve estar amargamente arrependido de ter vendido sua “alma” ao “capeta” pela chamada governabilidade. Infelizmente essa sigla há muito se perdeu ao jogar com as mesmas ferramentas que antes criticava,perdeu coerência e credibilidade,hoje já não existe direita ou esquerda,existe uma queda de braço alucinante deflagrada ainda mais depois das eleições de 2014 em que Aécio Neves até hoje não aceita sua derrota e quem paga essa conta é o povo,o país no meio dessa briga toda,a economia afundando,pessoas brigando por conta de posições partidárias ilusórias e o navio sem rumo.
Não podemos comparar com 92, pois naquele momento existia um sentimento do povo, um movimento social, hoje existe o grupo dos “donos da bola” pirracentos manipulando grande parte da mídia e influenciando um tanto de gente boa e além disso a vingança do bandido descoberto... continuo dizendo,nenhum deles está pensando no Brasil...

Não tenho a pretensão de dizer qual a solução para este emaranhado cada vez mais difícil de desembaraçar, vejo que é um momento extremo para quem está lá e principalmente para aqueles que foram eleitos democraticamente pararem de olhar para seus bolsos,digo,interesses e pensarem no nosso país, esquecem o “partido” e pensem no “inteiro”, nessa nação com esse potencial tão maravilhoso e tão covardemente apunhalado gerações e gerações, este mar de lama que aconteceu em Minas não foi por acaso, precisamos mesmo parar e pensar que caminho estamos tomando, não adianta tirar a Presidente do lugar agora, pois já perdemos o ano de 2015 que foi para o lixo com o país travado com essa oposição do quanto pior melhor para poder dizer:

“Viu, não disse que se ela ganhasse isso ia acontecer”!

Agora com esse processo de impeachment que já é e vai ser o centro das atenções de todas as conversas vamos perder também 2016? Ano de Olimpíadas aqui no Rio(infelizmente), eleições municipais e um momento que seria para retomarmos o rumo do nosso país... Deixem que ela termine seu mandato reconhecendo seus erros e apontando um caminho para nossa recuperação e neste período, que consigamos formar novas lideranças para que em 2018 possamos ter melhores opções de escolha ,saindo desta lamentável situação de ter de optar pelo “menos pior” e que neste tempo a sociedade brasileira faça uma profunda reflexão no sentido de olhar para dentro de si e procurar identificar coisas que não são boas, tão fáceis de vermos no outro e tão difícil de vermos em nós.

O ano vindouro não pode ser trágico para o país como foi 2015,deverá ser o ano da retomada do crescimento,da moralização do povo e de seus governantes,da valorização da educação e da família,pois temos gerações crescendo cada vez mais sem noção e limites,sem valores éticos do que é o respeito ao próximo e infelizmente hoje vemos o que está acontecendo com nosso país,os sinais ao redor são claros,não dá para dissociar uma pratica ruim de um resultado ruim,isso não é conversa religiosa,é lei universal e depende de cada um.
É hora de nós, enquanto nação, termos mais maturidade, buscar ter mais clareza na consciência para votar com mais lucidez sabendo que o congresso nacional e todos os eleitos por nós são nossos espelhos e nossa responsabilidade.Nessas hora, lembro-me do Raul Seixas quando dizia em sua canção: “É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro...” Vamos fazer nossa parte, nos pequenos detalhes, nas pequenas “corrupções” do dia a dia, limpando nossas atitudes individualmente para podermos melhorar nossa condição coletiva...Somente um desabafo...

Sim,podemos pensar!

Sim,podemos pensar!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Recordar é viver, por isso voto Dilma! – Simples reflexão


Minha posição com relação a essas eleições não é partidária, não tenho filiação a nenhum partido, as pessoas que tinha como referencia política já não pisam mais este chão, falo de Darcy Ribeiro e Leonel Brizola, contudo, escolho votar em quem com todas as restrições que devemos ter, conseguiu de alguma forma melhorar a vida de uma grande parcela da população, tirando milhões de pessoas da pobreza e dando oportunidades de estudo, de acesso a crédito, a casa própria, a bens materiais que antes se restringiam a uma pequena parte da população que até hoje, alguns se incomodam com o crescimento social e material desta gente menos favorecida, mas que moram no mesmo Brasil, dito País de todos...
Vejo a importância de ter uma casa própria,a segurança que isso traz para nossas vidas,a importância de poder ter um carro para dar mais conforto a nossa família e principalmente nas horas de precisão para levar um familiar a um hospital ou atender alguma necessidade,como é bom poder melhorar nossas casas,seja com uma reforma,ou com a aquisição de um eletrodoméstico,hoje, muitas e muitas pessoas tem computador com internet em casa e isso é acesso a informação e é de grande importância também...é preciso pensar mesmo a respeito dessas coisas...
É preciso fazer um exame muito além do que a mídia quer nos mostrar, pois ainda era criança quando o povo elegeu em suas primeiras eleições diretas após o período traumático da ditadura um cidadão, ou um produto de marketing que iludiu e prejudicou milhões e milhões de pessoas e hoje está aí , eleito senador da república pelo estado de Alagoas... no mínimo lamentável...até hoje me lembro de ouvir os adultos falando de pessoas que haviam perdido tudo,até a vida por conta do bloqueio das cadernetas de poupança que aquele irresponsável fez em seu “plano econômico”.


Hoje vejo que o nosso país está avançando, os jovens estão tendo maior acesso a educação, dezenas de escolas técnicas foram abertas pelo país, os salários estão melhores para quem procura estudar e se atualizar, existem sim oportunidades de trabalho, falo por mim, que moro numa cidade do interior e graças a Deus estou empregado numa boa empresa e de vez em quando recebo uma proposta de trabalho, portanto, tenho algumas razões para votar na continuidade do crescimento de um país mais justo, lembro-me bem dos tempos de FHC que tem seus méritos com o plano real, mas tenho muitas restrições com seu modo de governar elitista e hipócrita, um sociólogo que chamou os aposentados de vagabundos e humilhou por muito tempo os funcionários públicos, não tenho nenhuma saudade daquele tempo em que muitas pessoas tinham de pagar suas compras do mês com cheque pré-datado para 30,60 dias sem contar com a corrupção que tanto eles falam hoje que existi sim e que já existia e rolava solta, mas que não era divulgada, afinal de contas o acesso à informação não era nem uma sombra do que é hoje, naquele tempo não tinha “Facebook”... Portanto meu voto é Dilma de novo,aqui em casa procuramos conversar sobre isso,fazer uma reflexão histórica e comparar o momento atual do país e principalmente das pessoas para chegar a esta conclusão,independente de sigla,respeito opiniões contrárias,não quero fazer inimigos com minha posição,é apenas uma posição pessoal pelo crescimento que tive em minha vida com minha família,pela observação de pessoas também progredindo e minha forma de ver e sentir este momento histórico.
Desejo a todos felicidades,saúde e reflitam bem antes de tomar essa importante decisão!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Do alto da minha laje




Tinha só sete anos e já conseguia entender um bocado de coisas dessa vida. Naquela sua realidade de menino nascido e criado na favela, desde cedo conhecia seu inimigo. Chegava a se arrepiar quando via aquele carro azul e branco e já corria pra contar pro seu amiguinho mais velho que soltava fogos quando a policia chegava. Aos poucos ele foi entendendo por que aqueles fogos não eram motivos de festa nem comemoração, principalmente quando o carro azul levou seu irmão mais velho, de quinze anos. Lembra até hoje de sua mãe chorando, implorando pro homem de farda não levar seu menino. Jonatas era seu nome, sua mãe achava bonito, dizia que ele tinha nome de gente importante e um dia ele seria importante, teria dinheiro. Do alto da rocinha mostrava o luxuoso prédio no bairro de São Conrado, que dizia que seu filho iria morar. O menino sempre subia na laje e olhava para aquele prédio.

À medida em que foi crescendo e começou a andar para mais longe sozinho, começou a ir até o prédio. Um dia ficou olhando lá pra dentro, segurando nas grades do portão. Estava lá se imaginando do lado de dentro, andando no elevador, correndo naquele gramado. Pensava que seria bom jogar bola ali, mas não via nenhuma criança fazendo isso. Pensava que eles não deveriam gostar de futebol. Foi interrompido do seu sonho com o barulho do portão automático se abrindo. Ele levou um susto e ficou olhando. Vinha uma senhora bonita com calça e camisa branca e um menino aparentando a sua idade com um carrinho de controle remoto na mão. Ele achou aquele carrinho lindo, já tinha visto no comercial da televisão e sua mãe disse que era muito caro, que dava para comprar comida pra quase um mês com o dinheiro necessário. Ele pensou e se lamentou naquele momento e disse baixinho:

"Que pena que temos que comer..."
Quando a moça bonita vestida de branco viu sua presença no portão, seu semblante mudou, deu uma meia parada e segurou mais forte a mão do menino; olhou para trás e chamou o porteiro, que entendeu logo a situação e veio resolver, ou seja, tirar o menino de perto, para que eles pudessem passar com tranqüilidade. Jonatas percebeu a situação e, moleque esperto que era, antes mesmo do porteiro vir falar com ele, já saiu. Mas saiu dali triste, se perguntando porque as pessoas que moravam no prédio tinham medo dele. Será que era porque ele era negro? Porque era pobre? Porque morava no morro? Saiu dali cheio de perguntas sem respostas para aquela cabecinha tão jovem. Ainda teve que passar pelos “inimigos” que faziam uma blitz na subida do morro, ainda bem que dessa vez, nem viram ele passar.
Chegou em casa com a imagem do menino na cabeça, pensava que podia brincar com ele, podia brincar com seu carrinho e ele podia ensinar o menino a soltar pipa, jogar futebol. Se questionava porque tinham que ser inimigos. O menino ia pensando nas coisas que o pessoal da assistência social falava. Há pouco tempo um grupo de jovens ligados a uma instituição religiosa começou a fazer um trabalho com as crianças da comunidade, mas logo tiveram que parar, pois o pessoal do “movimento” não tava gostando das idéias que os jovens estavam tendo. Mas uma coisa ele não esqueceu, uma vez numa conversa, ele ouviu que para Deus todos são iguais e isso ficava sempre martelando suas idéias, ele queria acreditar naquela frase, mas não conseguia.
Naquela sua vida de privações e decepções, questionava se Deus realmente existia, principalmente nos dias de tiroteio em que ficava com medo embaixo da cama, agarrado a sua mãe e sua irmã. Pensava em ir logo embora dali, crescer logo para morar no bonito prédio branco de São Conrado, mas por que demorava tanto? Pensava. Naquele dia o tiroteio tava demorando demais, a cada estampido, ele soluçava com medo, pois lembrava do amiguinho que tinha morrido com uma bala perdida, tinha medo de morrer, queria viver. Gostava de jogar bola, de correr, de soltar pipa na laje e olhar para o mar, ver seu prédio branco de frente para praia com gramado na frente...
Mas todos aqueles sonhos foram interrompidos quando o traficante arrombou a porta do barraco, ao fugir do cerco da policia. A casa de Jonatas foi a primeira que ele viu e entrou, neste momento Jonatas começou a gritar de medo e os policiais que perseguiam o criminoso ouviram e cercaram o bandido junto com a família de Jonatas. Infelizmente a polícia do Rio de Janeiro atira primeiro e pergunta depois... Horas depois o carro do IML chegava à favela para recolher o corpo do traficante e do pequeno menino, que virou escudo da covardia e do contraste social de um Estado em guerra civil. Naquela manhã não houve passeata pelos direitos humanos, a polícia comemorava que conseguira abater o chefe do tráfico, mas e o menino? Agora ele era só o menino que morreu na troca de tiros, mais um para entrar nas estatísticas da violência e do medo. Na capa do jornal sanguinário, uma foto da favela com o carro da polícia na frente e a manchete com a seguinte frase: “Polícia pacificadora contém tráfico na favela”...
O prédio branco em frente à praia continuou lá, abrigando atrás de suas grades quem pode pagar para ter um pouco de segurança e conforto. O menino do carrinho de controle remoto ainda não jogava bola no gramado, talvez fosse proibido pisar na grama. seu futuro ilustre morador, o menino Jonatas que ia estudar para ser importante e ter dinheiro para morar lá, já não ia mais chegar, também já não olhava para o prédio do alto de sua laje, não olhava mais, não chorava mais, não sonhava mais.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Acomodação...



Já faz um tempo que não escrevo nada.

Ultimamente a TV tem ficado muito tempo ligada.

Entorpecendo o olhar.

Atrofiando o meu pensar.

Fazendo eu me acomodar.

Vendo o tempo passar.

Sem me incomodar.

Vendo no tal BBB a baixaria rolar.

Mas já ta ficando demais.

Pois esses ditos “Heróis” eu não consigo imitar.

Essa moda na minha garganta tá difícil passar.

Eu vou é levantar do sofá.

E mais uma vez a TV vou desligar.

Vou é olhar pra família e com meus filhos brincar.

Jogar bola no quintal e as paredes sujar.

Viver a vida de verdade, sem novelas nem insanidades.

Sem contos de fadas e nem traição.

Com simplicidade e arroz com feijão.


domingo, 30 de maio de 2010

Insônia



Olhou no relógio e já eram 2:22 da madrugada,o sono lhe faltava,rolava na cama,os pensamentos cada vez mais acelerados,impossível dormir...Resolveu levantar,foi a cozinha,bebeu água e foi para o escritório,caiu na asneira de entrar na internet,daí pra frente foi o ritual de todo dia,verificar e-mails,orkut,acompanhar alguns blogs e ler as últimas notícias do mundo...informações...superficialidades...banalidades...
Continuou se sentindo mal,angustiado,insatisfeito quando de repente escuta uma voz:
-Ei!

Quase caiu da cadeira de susto,o pânico o deixou todo arrepiado e imóvel,quando conseguiu se virar e olhar para quem o havia chamado,ficou ainda mais assustado pois viu sua própria imagem,mas num corpo diáfano,etéreo, mais bonito,sem aquela aparência pesada que lhe chamou novamente:

-Ei rapaz,tá sem sono?

Só conseguiu balançar a cabeça afirmando que sim e o outro lhe disse:

-Então vem cá,segure a minha mão,vamos dar uma voltinha!

Aceitou instintivamente o convite inusitado,não sabia como aquilo estava acontecendo,mas viu que seu corpo também estava diferente,também tinha uma forma etérea,não pisava mas o chão,era como se flutuasse e guiado por aquele ser que tinha sua própria aparência se deixou levar para aquele improvável passeio.
O primeiro lugar que passaram foi pela casa,seu guia naquele momento ia lhe dizendo:
-Olhe o que você tem!
Olhou a mulher deitada,dormindo bem,sem culpas,sem traumas,olhou os filhos,saudáveis,confortáveis em suas camas quentes.Continuou visitando sua própria casa,reconheceu que tinha uma casa confortável de dois andares,com a dispensa cheia,saiu,ainda olhou na garagem e viu seu carro semi novo.Atravessaram o portão como fazem os espíritos nos filmes,começaram a ganhar uma certa altura naquele vôo inusitado,ele já não sabia em que estado se encontrava, achava que tinha realmente enlouquecido,mas,apesar do medo, achava interessante aquela experiência.

-Continue observando!

Ele apenas fazia o que era ordenado,não se via em condições de objetar nada.Visualizava a cidade em que morava,foi guiado para um lugar onde funcionava uma boate,chegou na hora da saída,viu pessoas embreagadas saindo,dirigindo sem condição,jovens na idade de seus filhos consumindo drogas nas esquinas da vida,meninas que para ele ainda brincavam de bonecas sendo usadas como se fossem mercadorias,mais adiante,na via de alta velocidade,avistou um acidente,viu que aconteceram mortes ali.Não aguentou aquelas cenas,pediu ao seu condutor que o levasse dali.Foi atendido.Fechou os olhos e se viu em outro lugar,paredes brancas,não demorou e reconheceu que estavam num hospital,ao vagar por aqueles corredores,seu peito cada vez doía mais,pode ver muitas pessoas enfermas,lutando pela vida,lembrou de seu grande amigo Carlos que as cinqüenta e dois anos perdera a luta para o câncer,lembrou de seu exemplo de vida,de sua vontade de viver,do seu bom humor ao falar de sua dor.Como era possível tanta dignidade meu Deus?Agora,ali ele começava a entender...Lembrou que Carlos conseguia dormir...ele não...
Foram para outra parte da cidade,aquelas cenas agora não saiam mais da sua cabeça,sentia uma angústia ainda maior,ainda continuava observando,estavam agora no centro da cidade,as sombras da noite eram assustadoras,seu guia lhe disse mais uma vez:
-Olha ali,embaixo daquele viaduto!
E ele olhou,viu pessoas dormindo bem juntas,amontoadas,dividindo cobertores baratos,suas camas eram de papelão e jornal,o aquecimento era encontrado no corpo do outro,ali não havia marido,mulher,ali ,por mais que não soubessem disso,mesmo com a promiscuidade daquele ambiente haviam irmãos.O que mais lhe deixava perplexo é que todos dormiam e bem,era possível ouvir suas respirações ritmadas...
Ele estava ali,naquele momento,não sentia seu corpo,porém sentia dor,aquela dor que deixa a pessoa sem palavras,sem ações,aquela que faz com que nos viremos do avesso buscando uma desculpa para não ver o que precisamos ver...Um dia chega o momento e o dele havia chegado.Pediu para ir embora,não queria mais ver tantas cenas tristes,senti-se mal,queria ir pra casa e mais uma vez foi atendido,seu condutor o levou...Ele abriu os olhos e estava sentado,em frente ao computador,estava confuso,envergonhado,mas,de certa forma feliz por ter visto coisas que precisava ver...ainda atordoado,olhou em volta procurando seu guia naquela viagem e não o encontrou mais,queria perguntar compreender o incompreensível para as mentes humanas,queria saber quem tinha lhe dado aquela oportunidade...quando olhou na tela do seu computador , apenas uma palavra escrita:Consciência.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Autores S/A


Prezados Amigos!

Estou muito feliz,pois fui convidado para escrever toda sexta-feira no Blog Autores S/A que é um blog feito por amigos super talentosos que resolveram se unir e compartilhar suas idéias num espaço em comum,o blog esta super interessante reunindo poesias,reflexões,contos,análises literárias e muita criatividade,trata-se de um espaço para dar-mos asas a imaginação.


Podem visitar que com certeza vão gostar!!!

Abraços Fraternos!!!